26 de março de 2019

Como usar a gamificação para incentivar a leitura nas escolas

Ler é fundamental para aprimorar o vocabulário e a escrita, bem como para impulsionar o raciocínio e a interpretação. No entanto, incentivar a leitura de maneira efetiva entre os estudantes é um dos maiores desafios enfrentados pelos professores. Isso porque é preciso transformar a prática numa atividade sempre instigante, que provoque os sentidos e ainda conduza à reflexão. Nesse aspecto, a chamada “gamificação” é uma metodologia que pode contribuir para despertar maior interesse pela literatura.

Assim como as histórias, os jogos também possuem narrativas, personagens e diferentes níveis ou capítulos. Dessa forma, podem ser combinados para envolver crianças e adolescentes na formação de um importante hábito. Afinal, incentivar a leitura significa investir no futuro pessoal e profissional de cada um desses jovens.

 

QR code como ferramenta para incentivar a leitura

Em linhas gerais, a gamificação é um processo educacional que utiliza a dinâmica dos jogos para resolver situações do cotidiano. Ou seja, no lugar das atividades tradicionais, propõe tarefas que estimulem o cumprimento de missões e desafios divertidos e colaborativos. Assim, aproveita as vivências digitais dos estudantes para gerar maior engajamento nos projetos realizados em sala de aula. Esse é, normalmente, também o resultado das experiências que unem leitura e gamificação.

As práticas permitem investir em interatividade e inovação, bem como na cocriação entre autor­–texto–leitor. Dessa forma, crianças e adolescentes podem atuar tanto como protagonistas quanto como autores das narrativas. Um modo de incentivar a leitura nessa nova dinâmica é começar com histórias curtas e que explorem uma fábula. Para despertar o interesse dos alunos, o professor pode explicar que há elementos da história espalhados pela escola. Então, depois da leitura, teriam a missão de encontrar as pistas que conduzem ao objetivo final da tarefa. Assim, de forma lúdica, os estudantes são estimulados não apenas a ler, mas sobretudo a encontrar sentido no que leram.

Para incluir a tecnologia no processo, é possível criar essas pistas utilizando QR codes. Esses códigos de barras bidimensionais, facilmente escaneados pelas câmeras do iPhone e do iPad, revelam textos e imagens predefinidos. Por sua vez, aplicativos gratuitos como o QR Reader para iPhone, permitem tanto ler quanto criar seus próprios códigos. Depois de impressos, eles podem ser unidos a diferentes materiais, como cartolina ou massinha de modelar, por exemplo. Aqui, o importante é promover uma aprendizagem criativa, sem fugir do objetivo principal da aplicação do jogo. Então, antes de tudo, defina as principais habilidades e competências que devem ser alcançadas com o processo. A dica é explorar o repertório, o conhecimento e os aspectos não implícitos na narrativa. Depois de testar o processo, que tal compartilhar sua experiência com a gente?

 

Foto: iStock/Choreograph

 

Download (PDF)