13 de junho de 2019

Como adequar sua escola à Base Nacional Comum Curricular?

Recentemente homologada pelo Ministério da Educação, a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) pretende formar cidadãos mais preparados para o futuro. Para tanto, apoia-se em pilares conectados ao pensamento crítico, à capacidade de argumentação e à habilidade para resolver conflitos. A partir da BNCC, todas as escolas brasileiras passam a contar com um referencial único para a elaboração dos currículos. Ao todo, o texto estipula dez competências cognitivas e socioemocionais tidas como indispensáveis ao desenvolvimento dos estudantes do século XXI. Ou seja, considera aptidões que já são – ou em breve serão – mandatórias no mercado de trabalho.

Até o próximo ano (2020), a Base Nacional Comum Curricular deve ser obrigatoriamente implementada na Educação Infantil e Ensino Fundamental. Em algumas escolas, aliás, entra em vigor ainda em 2019. Já para o Ensino Médio, o prazo legal para adequação à BNCC se esgota em 2022.

Everyone Can Code e a Base Nacional Comum Curricular

Entre outras coisas, as exigências da Base Nacional Comum Curricular valorizam maior fluência tecnológica e computacional para os estudantes brasileiros. Em outras palavras, visam a garantir que sejam desenvolvidas competências necessárias à inserção neste mundo cada vez mais digital. Inclusive capacidades de trabalhar em equipe, tomar decisões, argumentar e defender pontos de vista com respeito ao pluralismo de ideias.

Um grande passo para atender à Base Nacional Comum Curricular pode ser a implantação do programa Everyone Can Code. Distribuído gratuitamente pela Apple, o ECC é um currículo de programação que abrange desde a Educação Infantil até a universidade. E seu conteúdo guarda estreita relação com as demandas previstas na BNCC, pois abarca inúmeras competências essenciais para o futuro. Assim, atendendo a grande parte das novas exigências, o ECC possibilita acelerar o processo de adequação das escolas.

Pensamento computacional

Uma das diretrizes consideradas ao longo do processo de elaboração da Base Nacional Comum Curricular foi o chamado “pensamento computacional”. Embora o conceito em si tenha ficado de fora no texto final, seus benefícios são evidentes no contexto da BNCC. Afinal, a essência do pensamento computacional é dividir um problema em pedaços menores para facilitar sua resolução. Com o Everyone Can Code, as escolas são instrumentalizadas para ensinar, do zero, programação e desenvolvimento de aplicativos. Utilizando iPad e MacBook, as aulas estimulam competências como raciocínio lógico, foco, criatividade, resolução de problemas e trabalho em equipe.

Completo, o currículo do ECC inclui livros, aplicativos, apresentações, atividades e todas as orientações necessárias para a implementação. Sua proposta é levar a professores e alunos um programa de aprendizagem de programação por meio da linguagem Swift. Fácil e intuitiva, ela é empregada por todos os desenvolvedores de apps voltados ao ecossistema Apple. Embora não se destine propriamente a formar programadores, o ECC capacita ao uso do Xcode – ferramenta oficial dos desenvolvedores Apple. Dessa forma, completando o currículo ao longo de sua trajetória escolar, o aluno terá, sim, condições de criar aplicativos.

Implantando o ensino de programação em sua escola

Conforme Guilherme Camargo, Apple Professional Learning Specialist, tudo começa com um diagnóstico. Afinal, é preciso definir em que níveis o ensino da programação será implantado em cada escola. Como regra geral, o especialista recomenda que se comece pela Educação Infantil ou pelos anos iniciais do Ensino Fundamental. Assim, à medida que os alunos (e o próprio educandário) amadureçam em relação ao coding, a implantação pode avançar também.

Camargo explica que, para o ensino de programação na Educação Infantil, são muito utilizados os aplicativos Tynker, CodeSpark e SeeSaw. Enquanto os dois primeiros trabalham rudimentos do pensamento computacional, o último ajuda o professor a documentar as atividades. “Tendo se apropriado do ECC, basta capacitar os professores para que possam aplicá-lo em sala de aula”, afirma.

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Foto: iStock/seb_ra

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