18 de setembro de 2019

Coleção de livros traz retrato da inovação na educação brasileira

A importância de se inovar na educação é uma questão cada mais discutida em formações continuadas, fóruns e congressos. Aliás, trabalhar com novas metodologias já faz parte do cotidiano de cada uma das milhares de instituições de ensino brasileiras. No entanto, o país ainda está um passo atrás quando o assunto se refere a documentar projetos e experiências. Afinal, mesmo que amplamente ressaltado por especialistas, o valor do registro pedagógico nem sempre é compreendido em relação às práticas.

Como consequência, a redundância acaba desacelerando a evolução. Especialmente porque muitas escolas se dedicam exaustivamente a desenvolver ações “inovadoras” que, na verdade, já foram criadas por outras. Ou seja, este caminho para a transformação poderia ser mais curto, produtivo e até econômico. Afinal, a educação é uma ferramenta que funciona em rede e, dessa forma, pode empoderar a sociedade como um todo. Nesse contexto, uma coleção de livros recém-lançada assume a missão de mapear e tornar públicas diversas práticas bem-sucedidas no Brasil. Trata-se da série “Tecnologia e Inovação na Educação Brasileira”, que reúne trabalhos de 315 autores de diferentes regiões do país.

 

Um roteiro capaz de guiar a inovação na educação

Dirigida pelas universidades de Columbia e Stanford, com apoio da Fundação Lemann, a coleção soma 131 capítulos. Cada um apresenta temas relacionados a robótica, jogos educacionais, programação, inovação radical e história da tecnologia educacional brasileira. Os cinco primeiros volumes foram publicados pela Penso Editora e são co-organizados por acadêmicos brasileiros. Entre eles, Luciano Meira, André Raabe, Rodrigo Barbosa e Silva, Flavio Campos, José Valente, Avelino Zorzo e Paulo Blikstein.

Responsável pela idealização e direção do trabalho, Bilkstein conta que a iniciativa pretende lançar dez livros ao todo. A ideia é documentar e apresentar fundamentos, estudos de políticas públicas e experiências educacionais inovadoras. Assim, as obras contam com relatos de professores e alunos que contribuem para o avanço da inovação educacional no Brasil. Aliás, entre os diferenciais da coleção está o fato de incluir a percepção das crianças e adolescentes participantes das experiências. Os livros “Inovações Radicais na Educação Brasileira” e “Robótica Educacional” estão entre os primeiros lançamentos da série.

Conforme Bilkstein, muitas práticas inovadoras discutidas hoje já acontecem há pelo menos um século. Dessa forma, ele propõe às escolas que olhem para a inovação não exatamente como algo “novo”. Mas, isto sim, com a perspectiva de uma transformação da realidade. Também por isso, a coleção prioriza experiências significativas e que possam ser reproduzidas também na educação pública. Os próximos títulos publicados deverão ser “Ludicidade, Jogos Digitais e Gamificação na Aprendizagem”, “Computação na Educação Básica” e “Construção da Informática na Educação Brasileira”.

 

Foto: iStock/Kirillm

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