7 de novembro de 2019

Como a escola pode ajudar a superar a ansiedade infantil

Cada vez mais comum entre crianças e adolescentes, a ansiedade é um transtorno que merece atenção especial. Tanto em casa quanto na escola, é preciso acompanhar e investir em ações que priorizem a saúde mental dos jovens. Afinal, os efeitos de um mundo mais acelerado e competitivo têm reflexos em todas as faixas etárias.

Nesse contexto, diante dos muitos compromissos dos pais, a brincadeira livre e a independência infantil estão se tornando “relíquias”. Consequentemente, o dia letivo fica mais longo e, não raro, prioriza tarefas menos lúdicas e mais regradas desde a pré-escola.

No turno inverso, mais atividades padronizadas para preencher o tempo em que a família se vê obrigada à ausência. Logo, os reflexos desta institucionalização da infância surgem como grandes prejuízos para a saúde mental. Apesar disso, ainda há poucas pesquisas relacionadas à área, especialmente no Brasil.

 

Transtornos mentais em idade escolar

Entre os estudos mais recentes está o do Instituto Nacional de Psiquiatria do Desenvolvimento para Crianças e Adolescentes. Segundo os dados obtidos ainda em 2015, 13% das pessoas entre 6 e 16 anos tinham transtornos mentais. Desses, os mais prevalentes eram a ansiedade (7%), o déficit de atenção e hiperatividade (4,5%) e a depressão (0,5%).

Além disso, conforme a Organização Mundial de Saúde, metade das doenças mentais diagnosticadas começa aos 14 anos. Outro dado preocupante refere-se ao crescimento dos casos de suicídio entre os jovens nos últimos anos. Somente no Brasil, conforme o Ministério da Saúde, foram 4.900 mortes de 2011 a 2016. Parte daí a importância de adotar estratégias para evitar a ansiedade logo em seus primeiros sinais.

 

Inspirar a autonomia é agir contra a ansiedade

O mundo contemporâneo tem exigido das crianças e adolescentes cada vez mais responsabilidade. Ao mesmo tempo, seus períodos livres e atividades autônomas se tornam um tabu. Afinal, o aumento da violência na sociedade tem estimulado a superproteção pelas famílias.

Dessa forma, mesmo fora do ambiente escolar, os jovens acabam vivendo dias cheios de atividades controladas. Tudo porque costumam passar turnos, finais de semana e, às vezes, até mesmo as férias, envolvidos em atividades extraclasse. Assim, acabam ficando de lado as tarefas que ajudam a promover a independência infantil. Por exemplo, as refeições sem pressa, o tempo livre e o lazer com mais liberdade.

Para muitos especialistas, as crianças de hoje sofrem de um déficit de competências sociais. Afinal, elas têm menos oportunidades de praticar suas habilidades socioemocionais e, com isso, acabam não aprendendo a agir com protagonismo. Logo, não sabem como começar uma amizade, um relacionamento, o que fazer quando alguém as incomoda, nem como resolver problemas.

Nesse contexto, a sociedade acaba questionando o papel e o tempo de uso das tecnologias. Ao mesmo tempo, os pequenos se voltam às telas justamente em função das oportunidades reais de interação humana estarem minguando. Além disso, diferentemente do que se pensa, as ferramentas tecnológicas podem ser importantes aliadas no protagonismo infantil.

Especialmente por favorecer o dinamismo e a criatividade em sala de aula. Assim, a partir das tecnologias certas é possível inspirar os alunos na busca de soluções simples para questões do cotidiano.

 

Aprendizado socioemocional

Dito isso, o papel da escola quanto à saúde mental dos estudantes refere-se à implementação de um projeto pedagógico atrativo. Isto é, que diminua provas e tarefas de casa, favoreça as atividades lúdicas e dê ênfase ao aprendizado socioemocional. Além disso, incentivar as crianças a brincar livremente no recreio e em seus horários livres é fundamental. Outra estratégia que já vem sendo adotada por algumas instituições de ensino é a prática da meditação no ambiente escolar. Além de melhorar a capacidade mental dos estudantes, a atividade ajuda a estabelecer um clima mais cordial e colaborativo. Já para melhorar o enfrentamento dos desafios vivenciados na idade escolar, o app Coach COC também é uma boa dica.

Frente aos dados descortinados pelas pesquisas mais recentes, é vital que todos os espaços de desenvolvimento da criança se engajem. Desde a atenção familiar até o apoio psicopedagógico na escola. Felizmente, as ferramentas estão disponíveis – e muitos educandários já estão dando passos importantes nesta direção.

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Foto: iStock/gpointstudio

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