2 de janeiro de 2020

Como trazer o futuro para a sala de aula do presente?

São muitos os professores e pesquisadores ao redor do mundo que se dedicam a pensar o futuro da educação. Não é tarefa fácil. Os desafios, como se sabe, também são numerosos. Afinal, abrangem desde os conteúdos abordados em sala de aula até a forma como são compartilhados entre professores e alunos.

Sim, compartilhados – e não meramente “transmitidos”. Hoje, com a internet e suas mídias, é possível que estudantes cheguem à escola já sabendo tanto quanto os educadores. E, caso ainda não saibam, podem facilmente verificar online o que foi apresentado pelo instrutor. Portanto, não faz mais sentido insistir no velho formato em que professores apenas detêm e repassam a informação.

 

Comunicação como ferramenta

Em artigo recente para o site O Futuro das Coisas, a educadora Ana Penso expôs sua visão sobre o tema. Segundo ela, o trabalho do professor nunca foi tão delicado e importante quanto hoje. Afinal, o profissional de educação contemporâneo precisa não só dominar o conteúdo como disputar a atenção dos alunos.

Para a pesquisadora, o maior desafio em sala de aula, atualmente, é manter os estudantes interessados. Por isso, defende que a habilidade mais importante nos professores atuais seja a boa comunicação. E isso não é pouca coisa. Afinal, uma única turma de alunos possui grupos de pessoas que se comunicam de muitas formas diferentes.

A língua pode ser a mesma para todos, mas as linguagens são múltiplas. Além disso, ainda é necessário levar em conta outras particularidades, como o humor do receptor. Para Ana Penso, as maiores ferramentas do professor continuam sendo a conversa, a observação e a percepção de como interagir.

 

O futuro já chegou à sala de aula

As ideias de Penso são compartilhadas pela comunidade internacional. Estão presentes, por exemplo, no sistema educacional da Finlândia, país reconhecido pela sua qualidade de ensino.

Em entrevista à revista iPlace Educacional, Marjo Kyllonen, chefe da Unidade de Serviços de Desenvolvimento de Helsinque, explorou o assunto. Para ela, mesmo na era digital, o mais importante em sala de aula continua sendo a abordagem pedagógica do professor. Para manter o aluno interessado, é importante que a escola se mantenha conectada ao mundo real.

Segundo Kyllonen, aprender apenas para passar de ano não faz sentido. A aprendizagem deve ter nexo. Por isso, é essencial que as habilidades trabalhadas em classe tenham relação direta com a vida real dos estudantes. Kyllonen lembra ainda que é importante também investir pesado em tecnologia. Computadores e demais dispositivos são ferramentas essenciais no exitoso sistema de ensino finlandês, utilizados em favor do projeto pedagógico.

 

Aliando-se à tecnologia

Em outra entrevista à iPlace Educacional, Sanjay Sarma concorda que a educação do futuro precisa ser calçada na realidade. Sarma é professor de Engenharia Mecânica do renomado Massachusetts Institute of Technology (MIT), sediado nos Estados Unidos.

Para ele, não faz sentido que matemática e física, por exemplo, sejam ensinadas de forma abstrata em sala de aula. Hoje, para ganhar o interesse dos alunos, é preciso que o conteúdo seja dinâmico e aplicável às suas vidas. E tecnologias imersivas, como o iPad e óculos de realidade virtual, são grandes aliadas nessa tarefa. Dessa forma, lembra Sarma, fica mais fácil associar química às mudanças climáticas, computação a jogos, história aos acontecimentos atuais… e assim por diante. Ou seja, a tecnologia auxilia os estudantes a imaginar aplicações práticas para seu conhecimento.

 

Modernizando a educação

Englobando muitas das recomendações de Sarma e Kyllonen, o artigo de Ana Penso se encerra com uma série de sugestões. São dicas, portanto, de como trazer para o presente a almejada educação do futuro. Afinal, o ideal é que debate e pesquisa produzam sempre resultados práticos. Veja, abaixo, algumas das recomendações da educadora.

– Não proibir dispositivos em sala de aula: A tecnologia, mesmo os celulares dos alunos, não deve ser vista como inimiga.

– Propiciar ambiente acolhedor: O professor deve ouvir os alunos, atento às suas preferências e expectativas.

Investir no ensino híbrido: Recursos tecnológicos podem e devem ser usados para extrapolar os limites da sala de aula.

– Criar senso colaborativo: Estudantes, educadores e comunidade escolar têm, todos, muito para dividir e aprender em conjunto.

É importante lembrar, porém, que não há uma “cartilha” ou manual estanque de como modernizar o ensino. Tal qual a área tecnológica, os métodos educacionais vivem em evolução. Exatamente por isso, professores, escolas e universidades precisam estar constantemente atualizados. É um processo contínuo e trabalhoso – mas que, com certeza, vale a pena.

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Foto: iStock/Ridofranz

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