29 de dezembro de 2020

Como adotar a aprendizagem ativa nas aulas a distância

Por muito tempo baseada numa relação unilateral de transmissão de conhecimento, a educação vem se reinventando. Afinal, as aulas já não possuem aquela dinâmica tradicional em que o professor fala e os alunos apenas escutam. Graças a metodologias como a aprendizagem ativa, hoje os estudantes têm voz e são protagonistas de seu próprio processo. Essa nova dinâmica, embora adotada primeiro no modelo presencial de ensino, pode perfeitamente ser incorporada à educação remota. Aliás, a tecnologia inerente às aulas online tem tudo para facilitar a participação dos alunos.

Aprendizagem ativa: estratégias para EaD

De forma geral, esta metodologia prevê que os estudantes possam influenciar o planejamento de conteúdos e atividades de aula. Assim, eles se sentem mais envolvidos no processo de ensino e tendem a desenvolver maior comprometimento com seu aprendizado.

Logo, para que possa incorporar a aprendizagem ativa, a educação a distância deve contar com ampla comunicação entre professores e alunos. Da mesma forma, deve prever, em certa medida, a autonomia dos estudantes na condução de seus estudos. Assim, há algumas estratégias que podem ser adotadas pelos educadores na hora de implementar essa metodologia no ensino remoto. Confira:

Videochamadas para feedback

Além de preparar videoaulas com os conteúdos previstos no currículo, professores podem planejar a realização de conversas mais informais. Nesses espaços, os alunos devem ser estimulados a avaliar aulas anteriores e a opinar sobre quais atividades poderiam ser desenvolvidas no futuro. As videochamadas podem ser realizadas individualmente ou em grupo – o FaceTime, por exemplo, permite ligações com até 32 pessoas.  

Uso de plataformas online de ensino

Os ambientes virtuais de aprendizagem são grandes aliados da educação a distância. Um dos mais utilizados é o Edmodo, que simula o funcionamento de uma rede social. Assim, estimula a participação ativa dos alunos, seja através de comentários, “curtidas” ou cumprimento de desafios. Além disso, professores podem usar a plataforma para aferir o conhecimento prévio que os alunos têm sobre determinado assunto. Basta programar um post e incentivar o debate na caixinha de comentários. Assim, a aula seguinte pode ser desenvolvida com base nas informações e dúvidas trazidas pelos próprios estudantes.

Apps de estudos

Já para estimular os jovens a estudar em casa por conta própria, a dica é apresentar a eles aplicativos voltados a esse fim. É o caso do Anki, app que exercita a memória dos alunos e ajuda na fixação dos conteúdos. Disponível para iPhone, iPad, Mac e em versão web, a ferramenta permite que os estudantes criem cartões de memorização personalizados. Assim, ao se responsabilizarem por seus próprios materiais de estudo, colocam em prática a aprendizagem ativa em toda sua essência.

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Foto: iStock/Halfpoint
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